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16.11.2021

Médico gastrenterologista explica como pais podem aprender a lidar com a DII

Como se aprende a viver com uma doença crónica como a Doença Inflamatória do Intestino (DII)? O desafio é grande, e aumenta de proporções quando são as crianças ou adolescentes a terem de lidar com a doença? Como é que eles reagem? E o que podem os pais fazer para os ajudar?

Quando se é criança e se recebe a notícia de que temos de viver, para sempre, com DII, como é que se reage? E que atitude têm os pais? Segundo os peritos, a ansiedade toma conta de uns e de outros e mesmo que a forma de mostrar essa ansiedade seja diferente ela acaba por ter um peso muito grande no dia a dia. E tudo piora quando a criança chega à adolescência, ou tem o diagnóstico por essa altura. e aos problemas da DII se aliam as características normais dessa fase muito importante da nossa vida.

A DII faz parte, assim, da vida de muitas crianças e adolescentes. As complicações trazidas pela patologia constituem um problema redobrado para elas e para os pais, que têm de se confrontar com as circunstâncias desta realidade.

Como é que pais e filhos vivem o seu dia a dia com a DII? Certamente que há dúvidas e medos em ambos os lados e há que procurar ajuda junto de quem sabe destas coisas. Nada parece normal e encontrar o equilibro não é fácil. Neste caso, os gastroenterologistas pediátricos podem ser uma ajuda inestimável para todos os que convivem com a doença.

“Dar a Volta à DII” está de volta para mais uma mão cheia de conversas imperdíveis sobre temas que interessam a todas as pessoas com DII. E hoje falamos justamente da forma como os pais devem lidar com a Doença de Crohn ou a Colite Ulcerosa dos filhos.

Para isso contámos com a ajuda de Jorge Amil Dias, gastrenterologista pediátrico e Presidente do Colégio da Especialidade de Pediatria da Ordem dos Médicos, para deixar várias dicas sobre como ultrapassar alguns dos problemas mais comuns que os mais novos e os pais têm de lidar devido à DII.

Entre os conselhos que o nosso convidado deixou a todos os pais que têm um filho com DII, estão a necessidade de ter confiança: “ter um diagnóstico de DII é uma má notícia, mas hoje temos opções terapêuticas que permitem boa qualidade de vida”, não sendo a DII por isso uma situação fatal. Pede também para os pais partilharem com o médico as suas preocupações, e encorajarem os filhos a “irem sendo progressivamente autónomos”.

Por: Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino

Fonte: N.N.