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13.10.2021

Gripe: Quais os sinais que alertam para a necessidade de ser avaliado por um médico?

É esperado que este ano a época gripal seja marcada por um número alto de casos de infeção pelo vírus Influenza. As explicações são da médica Marta Chambel, especialista em Imunoalergologia.

A gripe é uma infecção viral, causada pelo vírus Influenza. A maioria das infeções pelo vírus da gripe ocorrem sobretudo durante os meses de inverno.

É esperado que este ano a época gripal seja marcada por um número alto de casos de infeção. A ausência de casos registados de gripe entre outubro de 2020 e maio de 2021 (resultado das medidas de isolamento impostas pela pandemia COVID-19) condicionou a redução das defesas da população por não ter havido contacto com o vírus na época passada.

Os sintomas habitualmente começam de forma súbita. Os sintomas mais frequentes em caso de gripe são:

Febre alta com calafrio / arrepios
Dor de garganta e de cabeça
Dores nos músculos (sensação de ter o corpo todo dorido)
Cansaço
Vómitos e diarreia (mais em crianças)
Nariz entupido ou corrimento nasal abundante
A maioria dos casos de gripe são ligeiros e a recuperação é espontânea. O tratamento necessário é apenas para alívio dos sintomas:

Aumento da quantidade de água e outros líquidos ingeridos
Evitar comidas com muita gordura e condimentos
Repouso
Medicamentos para as dores e para baixar a febre (como por exemplo Paracetamol e Ibuprofeno)
Se tiver gripe que cuidados devo ter?
Enquanto estiver doente deve manter isolamento social
Não se esqueça de tapar o nariz e a boca sempre que tossir ou espirrar. Deite fora o lenço e lave as mãos
Não regresse ao trabalho até que tenham passado 24h após a última vez que teve febre
As medidas de isolamento social e higienização das mãos instituídas para contenção da infeção COVID-19 determinaram a redução do número de casos de gripes a nível global. É importante que estas medidas, cujo objetivo é a contenção da propagação de vírus, se mantenha nas pessoas infetadas pelo vírus da gripe a fim que o número de casos de gripe em 2021/2022 não seja tão elevado quanto se espera.

Embora a maior parte das pessoas com gripe recupere em menos de 2 semanas, nalguns casos a infeção é mais grave e com complicações como por exemplo pneumonia, miocardite (inflamação do coração) e encefalite (inflamação do cérebro). São situações graves e potencialmente fatais.

Quem tem maior risco de complicações da gripe?
Pessoas com 65 ou mais anos
Pessoas com doenças crónicas (doença cardíaca, diabetes, asma)
Mulheres grávidas
Crianças com menos de 2 anos de idade
Nestes grupos é de extrema importância a vacinação para que se reduza o risco de infeção e, caso ocorra doença, o risco de gravidade e complicações seja reduzido o máximo possível.

Existem vários sinais que alertam para a possibilidade de estarmos perante um quadro de complicações de gripe. Estes sinais de alarme podem ser diferentes conforme a faixa etária.

Nas crianças, os principais sinais de alarme são:
Dificuldade em respirar
Dor torácica
Recusa em andar
Indicadores de desidratação (a criança passa muitas horas sem urinar, não deita lágrimas quando chora, língua seca)
Prostração, a criança deixa de brincar mesmo quando está sem febre
Quando após um período de melhoria ocorre novamente um período de agravamento (como por exemplo deixa de ter febre durante uns dias e depois volta a ter febre alta)
Nos adultos, os sinais que alertam para a necessidade de ser avaliado por médico são:
Dificuldade em respirar
Tonturas e confusão mental, sonolência exagerada
Fraqueza muscular e incapacidade para se manter de pé
Agravamento de febre e tosse após um período de melhoria
Agravamento de outras doenças crónicas (asma e diabetes por exemplo)
Existem diversos sinais e sintomas que alertam para a possibilidade de estarem a ocorrer complicações da gripe. A procura de ajuda médica nestas situações deve ocorrer o mais rápido possível para evitar que a situação evolua e se torne mais difícil de controlar.

Um artigo da médica Marta Chambel, especialista em Imunoalergologia nos hospitais CUF Descobertas e CUF Sintra.

Fonte: SOS Alergias