Home > Lifestyle > Os vários tipos de nariz. Qual é o seu?
25.09.2020

Os vários tipos de nariz. Qual é o seu?

Não há dois narizes iguais, mas se olharmos com atenção podemos encontrar formatos mais comuns, que levam muitas vezes as/os pacientes na consulta a referirem os diferentes “tipos de nariz”. Um artigo da médica e cirurgiã plástica Ana Silva Guerra.

As caraterísticas do nosso rosto são muito específicas e isso estende-se ao nariz.

O nariz está no centro do rosto e como tal é uma das regiões anatómicas que mais nos distingue e define relativamente aos outros.

Não há dois narizes iguais, mas se olharmos com atenção podemos encontrar formatos mais comuns, que levam muitas vezes as/os pacientes na consulta a referirem os diferentes “tipos de nariz”.

Conheça os 5 tipos de nariz:

Nariz de “boneca”, arrebitado e fino (caso clínico 1):

Este é talvez o formato mais cobiçado e esteticamente é o que mais agrada às mulheres. Nem todos os rostos, no entanto, se adaptam a este tipo de nariz, e mesmo, com recurso à cirurgia, estas características podem não ser fácies de alcançar.

Os homens, por vezes, procuram um perfil mais retilíneo e, nem sempre a cirurgia é necessária para essa alteração. A rinomodelação com ácido hialurónico pode ser a solução para alguns destes casos.

Nariz aquilino ou “nariz de bruxa” (caso clínico 2):

Aquele nariz em forma de bico de pássaro, com uma curvatura significativa no dorso e uma ponta a “olhar para baixo” é comum nos povos do sudoeste da Europa, Médio Oriente e norte de África.

Encarado por alguns como uma marca, uma característica exclusiva e, portanto, a preservar, é um infortúnio para muitos mais que encontram na rinoplastia a solução para a melhoria do dorso (torná-lo retilíneo) e para subir a ponta.

Para elevar a ponta, é necessário por vezes, separar um músculo que conecta o nariz e o lábio superior.

Nariz asiático, curto e baixo (caso clínico 3):

Nariz curto, com dorso baixo e largo (como se faltasse estrutura ao nariz). É uma característica comum entre pessoas de ascendência asiática ou indígena. O que mais incomoda as/os pacientes é a falta de projeção no dorso e a ponta globosa, arredondada.

Nestes casos, é necessário recorrer a enxertos de cartilagem (provenientes da estrutura do próprio nariz, ou então das orelhas ou costela) que vão conferir um novo esqueleto ao nariz, capaz de projetar a pele, elevando-o no seu conjunto. A ponta também melhora e fica mais fina e projetada. A própria base do nariz pode ter que diminuir para o nariz ficar mais estreito.

Nariz negroide ou africano (caso clínico 4):

Este é um traço comum em pessoas de etnia negra ou com ascendência africana. Semelhante ao anterior, mas a pele é mais espessa e oleosa.

As alterações mais desejadas são a projeção do dorso nasal e o estreitamento da ponta que é grande. A base do nariz é larga e as asas sobressaem.

A pele espessa constitui uma dificuldade na modelação do nariz sobre uma nova estrutura de cartilagem que é recriada à custa da cartilagem mais firme que temos nas costelas. As asas nasais, assim como a própria base do nariz, são encurtadas.

Nariz romano (caso clínico 5):

Normalmente este “tipo” de nariz é retilíneo, mas é interrompido por uma pequena saliência, mais ou menos projetada, na sua metade superior que é visível sobretudo no perfil.

A pele é fina e o nariz também é estreito. Encontramos este “tipo” de nariz, nos povos europeus (principalmente italianos), árabes e judeus.

A correção passa pela regularização do dorso, que deixa de ter a tal protusão e passa a ser reto no homem ou ligeiramente arrebitado, como normalmente é desejado pelo sexo feminino. Quando a alteração é muito suave, a rinomodelação com técnicas não invasivas, sem recurso à cirurgia também consegue bons resultados.

É importante esclarecer e reforçar que a rinoplastia deve preservar os traços nasais que são importantes para o/a paciente. A vontade de mudar por completo, radicalmente, a forma e tamanho do nariz deve ser encarada com prudência.

Acima de tudo, o mais importante, é que o nariz tem de ser funcional. Uma boa função respiratória tem de estar sempre aliada ao resultado final, caso contrário, por muito bonito que esteja, não vamos conseguir um paciente satisfeito.

Um artigo da médica e cirurgiã plástica Ana Silva Guerra.

Fonte: N.N.
Foto: Pexels