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10.04.2019

Hospitais não implementaram medidas de prevenção de rapto de recém-nascidos

A auditoria avaliou serviços de internamento de crianças e adultos e detetou falhas em todos eles. Ainda há hospitais com falhas na videovigilância, pulseiras eletrónicas e fecho automático de portas.

Portas nas maternidades que não fecham automaticamente, videovigilância que não funciona em contínuo e controlo insuficiente no acesso às instalações foram algumas das falhas encontrada pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) nas auditorias a três centros hospitalares e um hospital, em 2018. Um dos objetivos era avaliar a segurança dos bebés nos hospitais.

Desde 2009, depois de dois bebés terem sido raptados no Hospital de Penafiel, foram impostas regras para aumentar a segurança dos recém-nascidos, nomeadamente videovigilância com monitorização contínua e gravação de imagens de alta qualidade, colocação de pulseiras eletrónicas com alarme nos recém-nascidos, portas que fechem automaticamente quando detetadas irregularidades e identificação de todos os profissionais. A inspeção verificou que estas regras ainda não são totalmente cumpridas.

“Da análise de todos os processos conclui-se que as irregularidades apresentadas são, de modo geral, comuns à maioria das unidades hospitalares auditadas”, refere a IGAS. A auditoria incluiu um serviço de internamento de adultos, urgências, obstetrícia, pediatria e neonatologia no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar Universitário do Porto, Centro Hospitalar Universitário do Algarve e Hospital do Espírito Santo de Évora.

O serviço de pediatria e neonatologia do Hospital de Faro não tem pulseiras eletrónicas para as crianças, nem sistemas de alarme ou portas de encerramento automático. O sistema de videovigilância no Hospital de Santo António e Centro Materno-Infantil, no Porto, não estão a funcionar corretamente. No Hospital dos Covões e na Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, as pulseiras eletrónicas não acionam o encerramento automático das portas — as portas deviam encerrar sempre que uma pulseira se aproximasse ou tentasse passar as portas.

Além disso, há acessos não controlados em alguns hospitais: nos dois hospitais de Coimbra referidos não há registo de visitantes e no Hospital de Évora não há controlo das pessoas que usam as escadas de serviço. Foram detetados casos em que os próprios profissionais de saúde não usavam identificação. Há ainda uma necessidade de atualizar o plano de segurança e criar medidas de prevenção da criminalidade em alguns hospitais.

Fonte: Observador