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22.09.2018

Hospitais privados suspendem boicote a doentes beneficiários da ADSE

Os hospitais privados ameaçaram deixar de facilitar o acesso a doentes da ADSE na sequência do impasse sobre o novo acordo de pagamento. Houve um recuo da ADSE e o boicote fica, para já, congelado.

Os hospitais privados não vão, afinal, avançar com um boicote aos doentes da ADSE. Pelo menos por agora. Nos últimos meses, a ADSE e a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) têm estado a negociar os termos do novo acordo de pagamento mas as conversas pareciam ter chegado a um impasse e o entendimento parecia difícil de alcançar. Na edição deste sábado, o Expresso noticiou que os privados iam mesmo avançar para um boicote aos doentes da ADSE como forma de protesto: a partir de 1 de outubro, os beneficiários deste sistema iam deixar de poder ter acesso facilitado a cirurgias, consultas de fisioterapia e exames de gastrenterologia. No entanto, a situação mudou nas últimas horas e os privados vão continuar a aceitar estes doentes.

Quem o garante é o o presidente da APHP, Óscar Gaspar, à TSF. “A ADSE introduziu uma série de regras para implementar a partir do dia 1 de outubro, nomeadamente a necessidade de termos informações prévias ou autorizações prévias sobre os atos clínicos, os exames de gastro, as colonoscopias, as endoscopias. Ora, as regras tal como foram previstas não são possíveis de concretizar, porque o sistema de ADSE não permite. A ADSE no final de julho tinha dito que o sistema começaria em funcionamento a partir do dia 1 de setembro, mas a verdade é que até ontem não estava em funcionamento”, começou por explicar.

Mas na 25ª hora houve um volte-face. “Ontem à tarde, a ADSE reconheceu esta situação, houve aqui um recuo e mandou uma nota aos hospitais privados no sentido de adiar as regras um mês. Portanto, isto significa que o problema não está resolvido, mas esta data de 1 de outubro deixa de estar em cima da mesa, a partir de ontem ao final do dia quando a ADSE emite uma nova instrução aos hospitais privados”, assegura Óscar Gaspar.

A ação de protesto fica assim suspensa mas as negociações estão longe de estar fechadas e as negociações entre as duas partes vão continuar.

O boicote agora congelado afetaria cerca de 250 doentes por dia. Pelo menos durante um mês, os beneficiários da ADSE não vão ser afetados por este diferendo.

Fonte: Observador