Home > Lifestyle > OMS e Unicef recomendam 10 passos para promover a amamentação
12.04.2018

OMS e Unicef recomendam 10 passos para promover a amamentação

A Organização Mundial de Saúde e a Unicef lançaram uma recomendação com 10 passos para ajudar as mães a amamentarem os seus bebés, no mínimo durante seis meses em exclusivo.

No âmbito da Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância é um órgão das Nações Unidas) lançaram, esta quarta-feira, uma revisão dos 10 passos recomendados aos profissionais de saúde e hospitais para que promovam a amamentação (“Ten Steps to Successful Breastfeeding“).

A iniciativa, lançada em 1991, pretende promover o aleitamento materno junto das mães e fornecer ferramentas aos profissionais de saúde para que possam dar apoio às mães neste período. Esta iniciativa é particularmente importante nos meios mais carenciados porque o aleitamento materno não tem custos, diminui os riscos para a saúde, e é uma importante fonte de energia e nutrientes. Em alguns destes locais, a pressão das empresas que produzem leites de substituição é enorme.

A informação dada às mães pode começar ainda antes do parto, mas a primeira hora após o nascimento revela-se muito importante. O bebé deve ser colocado nu em contacto com a pele da mãe e a amamentação deve ser incentivada logo nessa primeira hora. Quanto mais cedo for iniciada a amamentação, maior a probabilidade de sucesso da mesma.

Os profissionais de saúde devem confirmar se o bebé consegue pegar bem na mama, não só para garantir uma boa alimentação, mas também para diminuir o desconforto da mãe.

Amamentar em exclusivo durante os primeiros seis meses de vida protege contra a subnutrição e contra infeções gastrointestinais, não só nos países em desenvolvimento, mas também nos países industrializados, refere o comunicado. Mas entre 2007 e 2014, apenas 36% das crianças tinham sido amamentadas em exclusivo até aos seis meses, refere a OMS. Continuar a amamentar até aos 12 meses fornece ao bebé cerca de metade das suas necessidades energéticas diárias. E até aos 24 meses, pode representar um terço dessas necessidades.

No comunicado conjunto, as organizações asseguram que o aleitamento materno diminui o risco de infeções gastrointestinais, diminui o risco de obesidade nas crianças e adolescentes, melhora o desempenho escolar e reduz o risco de cancro da mama e do ovário na mãe.

Fonte: Observador
Guião completo em anexo (inglês)